domingo, abril 27, 2008

"45 Kms na Linha"

Caminhada feita com o clcortez nos dias
25 e 26 de Abril, na velha linha abandonada do Douro, entre La Fregeneda (Espanha), Barca d'Alva e Pocinho. 45 kms de linha, 22 túneis e 16 pontes. Dois dias, uma noite dormida na margem do Rio Douro. Duas multi caches colocadas, 9 espanhóis, 2 águias, 2 bois, uma aranha e vários portugueses encontrados.

No final, uma loira fresquinha pela garganta abaixo.

A melhor caminhada até agora feita por causa do Geocaching.




























































































A reportagem fotografica georeferenciada.



sexta-feira, abril 04, 2008

Pelas Rotas da Raia

Dia 24 de Março foi dia escolhido para a segunda tentativa de colocação da 'Rota do Contrabando'.

Como nos dias anteriores tinhas surgido a necessidade de fazer manutenção à 'Vale das Buracas' decidi fazer outra 'directa' e passar por lá.

É atemorizador o silêncio e a sensação de se "estar ali a mais" àquela hora da noite. Fiz a manutenção necessária e segui para Montalvão.

Pelo caminho fiz a travessia de 2 1/3 da largura de Portugal e ia sendo enganado pelo CoPilot que queria que eu viesse até à A23 para fazer um total de 203 kms. Vi a tempo o engodo, parei e pedi o percurso mais curto e então lá concordou comigo em irmos pela IC8 e fazer a festa por apenas 114 kms. :-)

Quando passei pela zona das Portas de Ródão, tive que esperar que o comboio passasse e reparei que a temperatura exterior estava negativa; -0,5. Brrrr!

Mais uns quilómetros e cheguei a Montalvão pelas 07h00 e tomei o pequeno almoço.



Depois disse 'olá' à árvore com a qual tive a 'história' do dia 15 e iniciei caminhada todo abotoado porque a temperatura ainda estava abaixo dos 3º.

Ia decidido a seguir em direcção à Fonte da Bica para ajustar a localização da cache, fazer uma reportagem fotográfica e recolher coordenadas fiáveis e depois fazer o percurso PR7-Entre Azenhas completo.

Um pouco mais adiante as ovelhas ainda dormiam mas o Sol brilhante prometia um dia agradável.

Na Fonte da Bica fiz o que pretendia e ainda um grande CITO (vestígios da passagem da 'IX Rota do Contrbando') para limpar a área deixá-las mais agradável a quem ali fosse.

Iniciei então a procura dos trilhos da PR7 e ainda dei com umas colmeias agitadas e algum mato grosso, dando comigo a pensar; 'tenho atracção pelas silvas e pelo mato cerrado...' enquanto progredia com alguma dificuldade. Mas mais adiante lá dei com o trilho, estudei-o no Ozi e consegui determinar o ponto de ligação entre aquele percurso e o caminho para a cache para que outros não tenham que andar a dar a cara às silvas e às giestas como eu dei. :-)

Segui então em direcção a um dos pontos de destaque , a Azenha do Artur, já junto ao Rio Sever, tirei algumas fotos e aí iniciei a melhor parte do percurso; cerca de 4 kms sempre por uma vereda salpicada por algumas sombras, nascentes de água, pontos de pesca e duas Azenhas. Tudo lá em baixo, juntinho ao Rio.

Mas como ainda não tinha acontecido nada de 'estranho' nesta deslocação, foi este o momento de algo surgir; apanhei um cagaço que me fez subir uma árvore e começar a soprar com força o meu apito de sobrevivência; ia todo entretido pela vereda, tirando fotografia aqui e ali, apreciando os mil e um ângulos de visão para o Rio quando a certa altura ouço um forte rosnar/ladrar de um cão que, pela voz de adulto me pareceu ser de grande porte. 'Rotweiler!' Pensei logo. E vai de saltar para uma árvore que estava ao lado da vereda e subir alguns galhos para ficar a uma altitude segura, já a pensar para com os meus botões "vou passar aqui a noite...". :-) Pouco depois oiço o ladrar de um outro cão e algumas vozes. Tiro então o meu apito de sobrevivência e assinalo a minha presença, acompanhado de gritos "Alõ! Estou sózinho a percorrer este percurso pedestre! Posso passar? hà problemas com os cães?". Os cães agitaram-se mas as vozes sossegaram-me dizendo que podia passar à vontade e começaram a chamar os câes. Entretanto eles passaram perto de mim, sem me ver em cima da árvore, a ladrar para um estranho que não viam mas eu vi-os... e eram uns caganitos... um deles mais largo de peito e certamente o que emitiu aquele barulho que me assustou mas... enfim. :-)

Saltei da árvore e eles lá me vieram ladrar às pernas mas falei-lhes já com calma e segurança e caminhei em direcção aos donos, cumprimentei-os e disse-lhes que estava a percorrer o PR7. Eles estavam num dos pontos de pesca e pareceu-me que já tinham ganho o almoço. Entretanto os cães já me ignoravam como se eu fosse velho conhecido. :-)

Convidaram-me para almoçar com eles mas agradeci e segui em frente. Pouco depois passava por uma fonte e mais à frente a Azenha do Nogueira onde existe outra fonte (ambas com àgua).

Mais umas fotos e iniciei a dura subida. A meio encontrei um miradouro com um banquinho e um painel informativo e mapa da PR7 e foi tempo de dizer adeus ao Rio Sever. Muito agradável este rio que eu nem sequer sabia que existia.

Chegado a Montalvão, iniciei o programa remanescente que era visitar duas caches, uma do almeidara e outra dos Robordões.

Mas antes fui espreitar a Barragem de Cedillo e fiquei desiludido porque as estradas asfaltadas do lado de Portugal e Espanha estão interrompidas por um portao fechado - Sei que no dia da 'IX Rota do Contrabando' os portugueses vieram por lá mas deve ter sido combinado antecipadamente. É pena. Gostava de ter ido a Cedillo espreitar a povoação. Bem, fica para o ano quando tentar percorrer a 'X Rota do Contrabando'.

Dirigi-me então em direcção à cache 'Fisga do Tejo' e quando cheguei ao local escolhido para iniciar a caminhada, almocei. Como disse, não fiz o percurso como sugerido, apenas metade dele mas tive que vencer um desnível bem maior. No entanto, senti-me recompensado quando a certa altura vejo uma paisagem composta por montes verdes que se perfilavam a perder de vista e por cima deles um céu baixo salpicado de pequenas núvems brancas e eu parecia estar a uma cota algures entre o topo dos monte e o 'tecto de núvens'. :-) foi pena os montes estarem sob sombra porque das varias fotos que tentei, nenhuma me satisfez completamente...

Sobre o local da cache, as duas sensações que tive, ao chegar lá, foram o cheiro e o silêncio; cheiro a marezia - até parecia o Rio Tejo na zona da Foz e não a centenas de kms dela, no interior - e o silêncio só suavemente interrompido pelo cantar dos pássaros ou o abrupto levantar vôo das codornizes e de uma cegonha. Um momento de alta qualidade. :-)

Quanto à cache, não tive grande dificuldade de a encontrar (10 minutos com várias abordagens e as espirais possíveis naquele terreno) e consegui encontrá-la sem ler dicas nem ver fotos spoiler. Outra coisa que reparei foi nas coordenadas correctas e a não confirmarem o que hà tempos disseram de que as caches do almeidara têm normalmene um desvio grande por ele ter um GPSr antigo. Ou isto não se confirma ou naquela situação correu bem. Também, ali não hà estruturas arquitectónicas a prejudicar o sinal. ;-)

Depois, foi tempo de ...subir outra vez... ai as minhas perninhas.

Chegado ao carro introduzi as coordenadas da '3 toneladas de Ouro' no CoPilot e iniciei a deslocação. Aqui foi a grande barraca do CoPilot. Não conhece a estrada asfaltada que vai até uma povoação a 4 kms da cache e do Rio Tejo e então enviou-me para Vila Velha de Rodão e depois queria que eu atravessasse o rio tejo pelo ar, num local onde não havia ponte (imagine-se uma linha recta a partir do sopé do penhasco onde está a 'Far away, so close' para a outra margem do Rio. Era isso que o CoPilot queria que eu fizesse...

Bem, deu-me oportunidade para tirar uma bela foto mas tirou-me vontade de fazer um post aqui neste meu blog sobre o CoPilot 7. Não faço publicidade a um programa que continua a apresentar falhas ridículas como esta.

Insisti em ir pelo lado correcto e ao passar na estrada que ele devia conhecer, ignorou-a e em resultado fui parar a uma outra aldeia mais a Sul e a ter que percorrer cerca de 15 kms por uma estrada de terra batida em muito mau estado.

Mas pelo caminho ainda dei de caras com uma situação engraçada; uma placa/aviso a pedir para os srs. caçadores não caçarem os porcos mansos. Parece que por ali, às vezes os caçadores disparam sobre o que fôr que apareça à frente, nem que seja porcos mansos dentro de uma propriedade vedada...

Chegado ao local da cache dos Rebordões, a sensação mais forte foi a satisfação por pela primeira vez ver as Portas do Ródão de uma perpectiva diferente e bam agradável.







Depois foi a curiosidade histórica dos vestígios da exploração do outro naquele local - não fazia a mínima ideia. Por é, os 'Romanos são loucos' mas levaram-nos o ouro todo...

Qaunto à cache, como estava já com cerca 16 kms nas pernas, não 'quis' perder embalagem e embiquei em direcção ao cais fluvial e estacionei o carro (ao som do ladrar dos cães por ali perto) e só depois reparei que estava a mais de 400m da cache. Nada de especial. Vamos lá. O problema é que parte desses metros foram a saltitar sobre os montões de seixos que os Romanos deixaram ali. Era engraçado o eco que faziam quando caminhava sobre eles mas já não achava graça à eventualidade de torcer um pé porque eles moviam-se para todos os lados. Bem, aventura passada e lá venci as poucas centenas de metros e cheguei ao 'montinho maior'.



E assim acabou um dia de 19 horas onde caminhei por 3 rotas da raia; 'PR6-Entre Azenhas', 'PR7-Rota dos Açudes' e 'PR4-Trilhos do Conhal', visitei três caches e coloquei uma nova. :-)

Mais fotos, aqui.

sexta-feira, março 21, 2008

A Rota do Contrabando ou...

...como classificar um dia destes?

Tinha grandes planos para este dia 15 de Março de 2008.

Planos traçados desde hà umas semanas e que incluíam;


  • fazer a verificação/manutenção da minha cache 'A Salto',

  • percorrer a 'IX Rota do Contrabando' e colocar uma nova cache no local de travessia dos contrabandistas,

Comecei a viagem pelas 23h55 de sexta-feira, depois de dormir um pouco e de tomar um duche antes de iniciar viagem - por isso não fui ao GeoMeetup.

Por volta das 3h15 estava em Segura a aproximar-me da cache. Assim que cheguei, verifiquei-a e verifiquei que estava lá e não tinha desaparecido nada. Estava apenas um pouco mais escondida devido à movimentação de terras. Mudei a folha das coordenadas, por uma nova, e fui verificar também o 1º ponto. Tudo ok. Não verifiquei a cache final porque o local é complicado de andar em escuridão total e, confesso, não me sentia ali muito bem sózinho, àquela hora da noite.


Siga para Montalvão, onde tinha que estar pelas 08h30. Ainda parei em Zebreira para fazer o log por volta das 04h30, porque

gosto de ter o expediente sempre em dia e sabia que o resto do dia iria ser duro e sem tempo para computadores.

Cheguei a Montalvão pelas 06h00 e depois de fazer um reconhecimento, decidi parar e dormir mais uma horita ou duas até amanhecer.

Chegadas as 08h05 começou a chegar pessoal e comi o pequeno almoço que levava comigo - fiz bem em ir preparado porque não havia local para comer.

Dirigi-me ao Castelo de Montalvão e, registei na máquina o primeiro ambiente do dia; pessoal a começar a juntar-se ansioso e entusiasmado pela caminhada que se aproxima.




Havia de tudo; Homens, mulheres, novos, velhos, assim assim e moços e moças novas.

Depois decidi até à zona do secretariado e registo e levei o carro porque tinha estacionamento em recinto fechado garantido.

Tive azar (ou inépcia); ao fazer marcha-atrás em curva, bati com a roda da frente esquerda numa árvore. Foi mesmo apenas a roda. Nem um risco ou amolgadela na chapa do carro. Resultado, ao príncipio não muito evidente, fiquei com a direcção 'abandalhada', a virar por sua vontade própria e nas rectas a pender ligeiramente para a esquerda. Tabém, para seguir a direito, tinha que ter o volante como se estivesse a virar para a esquerda. Não se augurava nada de bom e comecei logo a ficar sériamente preocupado...

Mas não tive coragem de espreitar por debaixo do carro.

Decidi seguir com o programa em frente no que dizia respeito à Rota e depois, ao regressar a Montalvão, analisava a situação e decidia sobre o que fazer. Naquela altura recusava-me a aceitar a ideia de poder ter o dia estragado.

No secretariado da Rota, deram-me um mapa, um folheto, uma fitinha evocativa da caminhada e uma senha para o almoço em Cedillo. e registaram a minha presença.

À hora marcada e após umas breves palavras, a Rota começou a andar. Éramos 250 'contrabandistas' (as inscrições completaram todas as vagas existentes) acompanhados por Bombeiros de Nisa, membros da Organização (Inijovem) e pessoal da Protecção Covil, mais uns quantos carros TT que estavam a postos para o que fosse preciso.

O dia prometia, o pessoal estava animado, as conversas em português e em castelhano misturavam-se e eu apreciava os bastões de caminhada de algumas pessoas; feitos em madeira e com fitinhas coloridas pregadas no topo.

Sabia, pela fitinha que me tinham distribuído, que cada uma correspondia a uma caminhada. Notava também, com um sorriso nos lábios, que algumas pessoas tinham GPSr.

A caminhada prosseguia, agora, por entre estradões ladeados por velhos muros de pedra e algumas ruínas do que terão sido casas rurais no meio de campos, de pastagens verdes. E notava, uma paisagem agradável e, simultaneamente, melancólica pela evidência, uma vez mais, do desaparecimento da faceta rural do nosso País.

Começámos a descer em direcção ao Rio Sever que fica no fundo de uma profunda e estreita garganta - ao longe, ainda perto de Montalvão, olha-se em frente, em direcção a Espanha e parece que os montes suaves do lado de Portugal têm ligação com os do outro lado da fronteira mas só mais perto do Rio se adivinha a canseira do desce e sobe que é preciso para o passar.

Nesto local foi feito o primeiro abastecimento; um saco com uma garrafa de água, uma laranja e uma barrita.

Descida a encosta, pelo progresivo apertar do caminho, começo a recear o 2º azar do dia; como é que vou esconder uma cache num caminho apinhado com 250 'contrabandistas'?

Éramos tantos e o caminho transformou-se tão apertado, uma vereda onde só passava uma pessoa de cada vez que ficámos ali parados à espera que a fila avançasse. Enquanto os primeiros já estavam a ser transportados de barco para a outra margem - era assim que o contrabando passava a fronteira naquela zona - os últimos ainda estavam a iniciar a descida...

Os meus receios confirmaram-se; perto do local de embarque, na Fonte de Bica, local que eu tinha referenciado pela leitura do blog da Rota e pelo TPC no Ozi, não havia possibilidade de escolher um sítio para colocar a cache nas calmas porque aquilo estava apinhado de gente.




Ainda subi um pouco a encosta e tirei uma foto do pessoal mas qualquer movimento fora do normal era logo acompanhado pelos olhares de várias pessoas de um e de outro lado do caminho.

Passados largos minutos de indecisão, e como o local já estava a ficar um pouco mais desanuviado porque já estavam a embarcar os últimos grupos, decidi ir até um pouco atrás no caminho para tentar esconder a cache, tendo justificado 'vou fazer um xixi' a quem me olhou surpreso por me ver afastar em direcção oposta à da marcha.

A ideia até parecia poder resultar não fosse...

Como sou esquisito a procurar local para colocar as caches e não consigo atirá-la para o primeiro monte de silvas que me aparece - apesar do que por aí se diz -, demorei um pouco a colocá-la e entretanto comecei a ouvir vozes a chamarem-me... para ajudar à festa, o PDA bloqueou e perdeu a ligação bluetooth com o GPSr - problemas no emissor de rádio a que eu já estou habituado mas naquele momento não tinha nem a calma nem o tempo para os resolver. Ainda fiz reboot ao PDA mas, e porque não estava com a calma necessária, esqueci-me de fazer reboot ao GPSr. Resultado; a certa altura e após vários chamamentos por mim, vejo aparecerem-me um Bombeiro e dois agentes da Protecção Civil a olharem para mim espantados com a minha atitude - 'Então?! Que se passa? O último barco vai arrancar!'. Olho para a outra margem e vejo uma fila interminável de pessoal a subir a encosta do lado de Espanha, com os primeiros já a atingirem o cimo.

Com a cache esocndida no local, quase debaixo dos meus pés, não podia tirá-la à frente deles. Não tinha conseguido registar as coordenadas e estava perturbado pela situação e pelo que tinha acontecido ao carro - embora eu ainda não soubesse muito bem o quê. Decidi então abandonar a Rota e dizer aos agentes que tinha à minha frente que tinha recebido um notícia pelo telemóvel que me tinha perturbado e que tinha que regressar. Mentiroso. Mas não podia dizer que estava a esconder uma cache... Pensava eu que podia ficar ali nas calmas a registar as coordenadas e depois regressava a pé a Montalvão, analisava os estragos no carro e decidia sobre o resto do programa...

Esta colocação de cache até tinha sido comentada com um dos membro da Direcção da Inijovem e eles mostrarem concordância e satisfação pelo facto;




From Inijovem

to me

Date: 5 Mar

Olá, uma vez mais

Não temos a menor dúvida no que significa, em termos futuros, a colocação de um geocache na Rota do Contrabando, se ela há 9 anos a este parte tem reunido cada vaz mais factores de interesse, esse certamente será uma mais valia a acrescentar ao percurso, pese embora, o mesmo nunca ser completamente igual de ano para ano, mas esse é um factor de menor importância e que pode ser sempre ajustado. Já agora e como informação adicional existem 2 percursos pedestres homologados pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal na zona onde iremos realizar esta caminhada: PR7 Entre Azenhas (onde se inicia a Rota do Contrabando) e a PR8 Trilhos do Moinho Branco, os dois junto ao Rio Sever, é sempre mais uma alternativa para a colocação de geocaches. Para mais informações sobre estes e outros percursos homologados no nosso concelho poderá consultar o site oficial do Municipio de Nisa em www.cm-nisa.pt .


Mas eles, o Bombeiro e o das Protecção Civil, insistiram em que eu fosse com eles porque não podia ficar ali sózinho e eles davam-me boleia até Montalvão. Não resiti para não levantar suspeitas... e também não devia dar resultado. 'Terei que cá voltar para esconder a cache no melhor lugar possível e obter as coordenadas', pensei eu. 'Não é nada de saúde ou mal estar, é apenas uma notícia que recebi e que me tirou a vontade de continuar. Voltarei, nem que seja para percorrer o PR7, Caminho das Azenhas', reforcei eu. Ao que me responderam, 'Não venha sózinho!'. Pois...

O regresso a Montalvão teve de assinalável apenas o espectáculo de se ver uma fila interminável de pessoal a subir a encosta do lado de Espanha - não pude tirar fotos porque a Pickup amarela da Protecção Civil não parava de abanar e saltitar caminho acima, num daqueles trilhos onde parece impossível circular. Como eu ia na caixa, no dia seguinte ainda tinha dores no rabo. :-)

Chegados a Montalvão, abriram-me os portões do recinto onde ficaram os carros e tirei o meu. Despedi-me do Bombeiro e dos Agentes da Protecção Civil e afastei-me umas centenas de metros com o carro a continuar a ter aquele comportamento estranho e preocupante, especialmente quando virava a direcção ou circulava devagar.

Parei então numa recta espaçosa e fui espreitar por debaixo do carro. Era o que temia, a barra de direcção da roda da frente esquerda tinha entortado e estava mais curta o que provocava um afunilamento das rodas (foto doa direita em comparação com a da esquerda).





Bem, vou já andando para casa devagar e vou procurando uma oficina por onde passar. A 'Fisga do Tejo' fica também para outro dia quando cá voltar...

No caminho para V. V. Ródão ainda tive que passar numa zona de ligação de um Rali popular, com GNRs a controlarem o trânsito e condutores 'quentinhos' pela competição em que estavam envolvidos. Receei que algum dos GNRs reparasse na dificuldade com que eu e o meu carro íamos...

Continuei. E o carro começava a chiar nas curvas. A estrada era sinuosa e os meus receios maiores.

Em V. V. Ródão parei num posto de combustível, mesmo após atravessar o Rio Tejo, e perguntei por uma oficina onde me pudessem ajudar. Perguntaram-me o que era e concluiram que não tinham ali naquela povoação oficina que me pudesse ajudar. 'O mais perto é em Castelo Branco', disseram-me. Mas eu queria ir para Sul.

Decidi seguir para Sul, devagar. Por um pouco mais da distância, ao menos estava a aproximar-me de casa e não a afastar-me. Se tivesse que pedir reboque, a distância do serviço era menor. Em Abrantes saía da AE e procurava ajuda. Era Sábado, ainda antes de almoço, e devia conseguir alguma coisa. Por outro lado, estava numa AE onde hà mais apoio do que numa EN, em caso de necessidade.

Na AE o comportamento do carro era um pouco melhor porque se trata de rectas e curvas largas. Enquanto nas estradas não conseguia andar a 50, na AE o carro embalava facilmente para os 90, 100 - eu pensava que tinha que ir a 60, 70. Mas fui refreando o andamento, seguia sempre na direita, volante bem agarrado, com os cotovelos fincados nos encostos, evitava ultrapassagens e estava sempre com atenção à berma caso fosse necessário atirar para lá com o carro.

Parei em todas as AS e fui notando que o desgaste dos pneus da frente era cada vez maior nas zonas exteriores (abaixo, os pneus esquerdo e direito da frente na AS Abrantes).








Como o carro se portava bem, decidi continuar em diecção a Lisboa, depois de telefonar ao meu cunhado que é Pintor profissional de automóveis e é o desenrrascador oficial da família - percebe um pouco de tudo - 'Traz-me o carro!' 'Pois... vamos lá a ver se chego a Lisboa...'

E assim fui seguindo, parando em todas as AEs, perguntando por oficina - mas nenhuma tinha - verificando os pneus, deitar-lhes água porque aqueciam muito e rogando pragas à minha descontração ao sair do estacionamento em marcha a trás. Mordisquei umas barritas, tomei cafés e comi salgados numa das AEs e assim fui enganando a fome.

Pelas 15h00 estava em Lisboa. O meu cunhado deu-me a morada que introduzi no CoPilot e fui ter com ele, já quase sem direcção assiatida quando cheguei lá já com alguns filamentos metálicos à vista nos pneus...

Feito o relatório, fui comer qualquer coisa mais mastigável e, quase no fim, aparece o meu cunhado a pedir-me uma imperial. 'Já está! Agora vai comprar dois pneus novos e calibrar e alinhar a direcção'. Eu já contava com isso, obviamente. Não contava era com a rapidez e eficiência dele. O braço da direcção da roda esquerda estava direitinho!

Levei o carro à casa de pneus mais perto, a do estacionamento do Colombo. E foi assim que dei comigo a passear num Centro Comercial, pelas 16h30 de um Sábado em que ia percorrer a 'Rota do Contrabando' e visitar a 'Fisga do Tejo'...

Brevemente, penso ir recolher as coordenadas e talvez mudar um pouco o local da cache e visitar a 'Fisga do Tejo'. Espero que não chova, porque os terrenos parecem-me pesados quando empapados e tenho que manter o carro afastado das árvores. :-)

No próximo ano tentarei novamente percorrer a Rota do Contrabando.

Aqui fica um videofoto do que que foi esta edição.



quinta-feira, março 06, 2008

sábado, fevereiro 23, 2008

IX Rota do Contrabando

Às vezes, quando menos se espera aparece um programinha que nos arregala o interesse e em que queremos mesmo participar. Foi o que me aconteceu hà uns dias graças ao um mail do 'PH'; fiquei a saber da realização do passeio pedestre pela zona da Raia, 'IX Rota do Contrabando'. O assunto é do meu interesse e a ele já dediquei uma cache assim, como e do meu interesse as caminhadas que aliam o desfrute da Natureza ao contacto com a história. Já estou inscrito. :-) Um passeio pedestre de 14 km a sair de Montalvão, no Concelho de Nisa e que se dirige para a fronteira, atravessamento do Rio Sever e continuação por terras de nuestro hermanos e a culminar com um almoço-convívio em Cedillo e depois represso. Vamos percorrer trilhos e veredas do contrabando e vamos ficar a conhecer histórias e factos do contrabando na zona raiana. Aqui ficam as características do Evento;
15/03/2008 (Sábado) INFORMAÇÕES ÚTEIS: - 08H00: Secretariado no Recinto das Festas em Montalvão (com estacionamento); - 08h50: Boas Vindas e briefing, junto ao Castelo de Montalvão; - 09h00: Inicio da caminhada, junto ao Castelo de Montalvão; -13h30: Chegada a Cedillo seguida de almoço Convívio no Centro Cultural “El Cáson”, gentilmente oferecido pelo Ayuntamiento de Cedillo; - Percurso em Portugal: Castelo Templário de Montalvão – EN359-3 – Capela de Santa Margarida (ruínas) – Couto das Perdizes – Fonte da Bica; Rio Sever (travessia de barco) - Percurso em Espanha: La Sevillana – La Regañada – Camino de La Loma – Casa Mayamao (ruínas) – Camino del Molino de Enmedio – Calleja Cerro del Tocino – Regato del Pueblo – Cedillo – Calle del Murillo – Plaza de la Constitución – Calle Juan Carlos I – Centro Cultural “El Casón”; - Distância Prevista: 14km em travessia (leitura com gps); - Grau de Dificuldade: Médio/Elevado (declives muito acentuados, junto ao Rio Sever) - Tipo de Percurso: Em travessia, por caminhos rurais, trilhos de pé posto e de marcha semi-selvagem, com desníveis no terreno bastante acentuados junto ao Rio Sever; IMPORTANTE: - Data limite de inscrição em Espanha: 10 de Março (2ª feira); - Data limite de inscrição em Portugal: 12 de Março (4ª feira); (ou assim que seja atingido o limite fixado pela Organização) - É obrigatório o pagamento no acto da inscrição; (inclui seguro, enquadramento técnico na actividade, documentação, reabastecimentos, almoço, t-shirt, lembranças, transportes, viaturas de apoio e prestação de 1ºs socorros).
Obrigado 'PH', pela dica. Já estou ansioso pelo dia 15 de Março! Quem sabe este passeio dê origem a outra cache. ;-)